São Paulo 10 e 11 de julho
Preparatório ao Encontro Internacional de Jovens da IRJ - Paris, 28, 29, 30 e 31 de agosto
UNIR E ORGANIZAR A JUVENTUDE NA LUTA POR UM FUTURO!

Jovens de todo Brasil se uniram em 27 de outubro de 2002 para, vestidos de vermelho, tomar as ruas na vitória de Lula do PT. Mais de 53 milhões expressaram a vontade da nação contra a continuidade do governo FHC/FMI e de toda sua política. A juventude se associou plenamente a esse movimento na luta por um futuro diferente do imposto pelo FMI. A Juventude Revolução esteve junto a esse movimento levantando as reivindicações da juventude por educação, passe-livre, emprego, cultura... Por um futuro!
Hoje, passado um terço do mandato de Lula, nos encontramos diante do problema colocado para o conjunto dos trabalhadores e da nação: a realidade é oposta ao conteúdo do movimento que levou a vitória da Lula/PT. 150 bilhões são destinados ao pagamento da dívida externa enquanto apenas “3% dos jovens brasileiros estão estudando nas universidades públicas” (O Estado de São Paulo, 4/4) ou que milhares de trabalhadores rurais sem-terras continuam na beira das estradas. No Rio de Janeiro temos um exemplo concreto da realidade que abate a juventude: numa semana 14 mortos no Morro da Rocinha e 10 mil jovens sem aulas por ordens do tráfico de drogas. A violência é resultado da política de desemprego que nosso país vive submetido para cumprir as metas do FMI. Sem emprego de verdade e sem escola de qualidade a juventude é empurrada para as drogas e para o tráfico. Ao mesmo tempo o ministro Palocci (ministro da fazenda) e o Meireles (presidente do Banco Central) são elogiados pelos enviados do Banco Mundial. E Rodrigues (ministro da agricultura) que se declara abertamente contra à reforma agrária classificando-a como “coisa chata” ou Miguel Rosseto (ministro da reforma agrária), que se diz revolucionário ao mesmo tempo em que repete sem parar que a “reforma agrária será feita na lei” Mas que lei? A lei de FHC que proíbe os sem-terra de ocuparem as terras de latifundiários? A lei que nunca pune os assassinos de centenas de trabalhadores rurais e sem-terra pelos jagunços do latifúndio?
Frente a essa situação assumimos a responsabilidade de organizar a juventude a ir às ruas cobrar aquilo que ela colocou nas urnas: que o governo Lula rompa com o FMI, com dívida externa e com a ALCA, ou seja, um autêntico governo do PT para fazer a reforma agrária e dar a terra aos sem terra, gerar empregos com direitos trabalhistas e salários de verdade, para abrir vagas nas universidades públicas...
Em cada canto do Brasil a juventude precisa ir às ruas pelo Passe Livre Estudantil, por qualidade nas escolas públicas! Contra os aumentos das mensalidades e pelo direito de estudo dos estudantes inadimplentes. Por mais verbas e vagas nas universidades públicas. Pela contratação de professores para as universidades públicas e por assistência estudantil (moradia, restaurante universitário, bolsas de iniciação cientifica...). Por emprego de verdade, com direitos inteiros e não pela metade ou sem nenhum como propõe programas do tipo primeiro emprego. É preciso ir às ruas e levantar cada bandeira da juventude.
E não é só isso. Na luta contra a guerra do Iraque, a juventude foi às ruas em todo mundo, como também participou intensamente da luta contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) em nosso continente. A essa luta soma-se hoje a batalha contra a integração do governo Lula na criminosa ocupação do Haiti, batalha que nós assumimos a estar na linha de frente para que o povo do Haiti possa por si decidir seu próprio futuro. E a ocupação do Haiti é componente de toda uma política do imperialismo para pressionar a Venezuela cujo governo é submetido a seguidas pressões por não tentar preservar a soberania da nação venezuelana. Esses ataques aos povos das Américas fazem parte do plano de implantação da Alca cujo objetivo é claro: a anexação econômica das nações e a completa desregulamentação dos direitos trabalhistas e sociais inscritos nas legislações nacionais. Nós dizemos não! Não queremos que os Washington e Wall Street decidam sobre nosso destino ou de qualquer povo. Não aceitamos à ocupação do Haiti! Não aceitamos a Alca! É preciso que o governo que elegemos rompa com as negociações da Alca!
É para dar continuidade a esse movimento, para avançar na luta pela defesa e ampliação dos direitos dos jovens contra os ataques do capitalismo no Brasil e no mundo que a Juventude Revolução convoca o 8º Encontro Nacional da Juventude Revolução, preparatório ao Encontro Internacional de Jovens da IRJ.
Em todo mundo os jovens têm seu futuro negado. Por essa razão nosso encontro se propõe a discutir os meios para organizar a luta.
DEFENDER AS ENTIDADES ESTUDANTIS E COLOCAR OS ESTUDANTES NAS RUAS!
Os estudantes votaram em Lula há um ano e meio. Mas estão cada vez mais massacrados pelas mensalidades nas universidades pagas, enquanto que as universidades públicas estão na penúria em conseqüência dos superávits fiscais. Neste cenário, o governo anuncia uma Reforma Universitária que –a julgar pelo projeto “Universidade Para Todos” (isenções fiscais para as universidades pagas cederem vagas ao Estado)– será um ataque à Educação Pública. Por isso, dizemos “Que Reforma Universitária é essa que começa dando dinheiro público para a escola privada?”.
Precisamos que a UNE levante a bandeira histórica de defesa e ampliação do ensino superior público e gratuito dizendo: verba pública só para educação pública.
Reafirmamos, hoje os estudantes brasileiros precisam de suas entidades nacionais organizando a luta. Reconstruídas após anos de ditadura militar com o objetivo de erguer as reivindicações dos estudantes. É preciso organizar em cada escola e em cada faculdade a luta e ao mesmo tempo combater pela unidade dos estudantes em todo país no asfalto das ruas. É nas ruas que se ouvirá a voz dos estudantes. Por isso necessitamos da UNE e da Ubes a serviço dos estudantes.
Mas a UNE corre perigo. A política consciente de setores do movimento estudantil que de costas para os interesses dos estudantes buscam a divisão, ameaçando a unidade de todo movimento estudantil entorno da nossa entidade nacional. Convocam um encontro nacional que escancaradamente joga para divisão. É uma política que ao invés de unir na luta, fragmenta e nos leva a derrota. Ela é complementada com diversos fóruns e encontros à lá Fórum Social Mundial. Ao mesmo tempo em que os espaços de decisão soberana da UNE são declarados por como “jogos de carta marcadas” e abandonados.
Desde já rechaçamos e lutamos contra qualquer política de divisão da UNE e desde já preparamos as delegações para que o Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE (Coneg) marcado para 29, 30 e 31 de julho e 1º de agosto seja um ponto de apoio para a defesa das reivindicações dos estudantes. Em cada DCE, em cada Centro Acadêmico, em cada sala de aula vamos organizar a luta estudantil.
Em nosso encontro nacional vamos discutira a luta para que tanto a UNE quanto a Ubes sejam de fato instrumentos para a luta dos estudantes.
Partindo de cada escola, cada faculdade em cada entidade de base (grêmios e CAs) vamos colocar as bandeiras do movimento estudantil nas ruas: por verbas para universidade pública, pelo passe livre estudantil, pela redução de mensalidades e revogação da lei de mensalidades de FHC, contra o projeto “Universidade para Todos”...
ORGANIZAR A JUVENTUDE REVOLUÇÃO EM TODO BRASIL!
A JR nasceu a 15 anos no seio da luta da juventude que foi as ruas por um governo Lula que rompesse com a dívida externa em 1989. Nasceu na luta pela solidariedade entre os jovens e trabalhadores do mundo inteiro.
A Juventude Revolução chama a juventude a se organizar numa Internacional Revolucionária da Juventude que una os jovens em todo o mundo na luta contra esse regime de exploração chamado capitalismo. Queremos o fim da opressão e da exploração! Por isso lutamos pelo fim da propriedade privada dos meios de produção, lutamos pelo socialismo no Brasil e no mundo.
Junte-se a Juventude Revolução! Participe do Encontro Nacional da Juventude Revolução!
PRÉ-INSCRIÇÃO PARA O ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO - SÃO PAULO, 10 E 11
Nome: _______________________________________________________
Endereço:_____________________________Cidade:__________ UF:____
Telefone:(____)____________________ Email:_______________________________________________
ENVIAR PARA: contato@revolucao.org
Todo o financiamento da Juventude Revolução vem da contribuição de seus militantes e apoiadores. Não aceitamos dinheiro do estado e seus governos, de ONGs ou da burguesia. Para nós a independencia financeira é condição para independencia política.
Por essa razão o 8º Encontro Nacional da JR é autofinaciado pela inscrição dos participantes e pela atividade militante da JR atravé de arrecadação independente. O valor da inscrição é de 4 parcelas mensais de R$ 6,00 a partir do mês de abril (totalizando R$24,00) que incluem os custos de alimentação para os dois dias, alojamento e materiais (textos) do encontro.
quarta-feira, 28 de abril de 2004
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