Juventude Revolução
 
Exigir nossas reivindicações! Dinheiro pro povo e não pros banqueiros!

Vivemos um momento em que o país passa por uma grave crise. Desde que foi eleito por 53 milhões de trabalhadores e jovens com o claro mandato de mudança, Lula só fez o seu contrário. O Governo continua fazendo o povo trabalhador e a juventude pagar uma dívida que não fomos nós que fizemos! O Governo continua dando aos bancos o dinheiro da educação, da cultura, da saúde, da geração de empregos, da reforma agrária!

Nos 5 primeiros meses deste ano o governo gastou em toda área social, apenas R$271 milhões, menos do que a média diária de R$296 milhões de pagamento de juros da dívida aos banqueiros nacionais e internacionais. Ou seja: um único dia de pagamento aos banqueiros corresponde a mais do que tudo o que o Governo investiu em toda a área social nos primeiros 5 meses inteiros deste ano! Essa é a essência da crise!

No momento mais agudo da crise social do país, estoura um escândalo com denúncias de corrupção no Governo e no PT que enoja o povo trabalhador. A mídia tenta tirar de foco a política econômica do Governo e canalizar toda a frustração do povo para a corrupção, como se os problemas do país pudessem ser resolvidos com a punição de alguns corruptos. Mas a corrupção é inseparável da política de conjunto que aplica o Governo, em contradição com as aspirações e reivindicações que levaram Lula à presidência!

Sim, pois é para aplicar essa política capitalista que o Governo Lula buscou “aliados” em partidos que são inimigos históricos da classe trabalhadora (como o PP, PL, PTB e PMDB). E o fez em nome de uma “governabilidade” cujo conteúdo é manter a nação sufocada pelo pagamento da Dívida Externa, prolongar a “estabilidade” tão cara a esses partidos – inclusive os da oposição: PSDB e PFL – e ao governo Bush dos EUA, a ponto dele enviar seu Secretário do Tesouro, John Snow, ao Brasil para dar apoio à “continuidade da política econômica”. E às denúncias, Lula responde colocando mais capitalistas nos ministérios!

Nesse contexto, a Conlutas, impulsionada pelo PSTU, chama um ato em Brasília no dia 17/08 contra a corrupção e, no dia anterior (16/08) o mesmo faz a CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais, composta por CUT, UNE, MST e outros). Não podemos nos desviar do que é central! Políticos corruptos sempre existirão sob o sistema capitalista e não será punindo alguns que resolveremos o problema da política econômica, mãe da corrupção que rouba o povo para aumentar os lucros dos banqueiros!

O lugar da UNE é na luta em defesa dos interesses dos estudantes, contra essa Reforma Universitária e por vagas para todos nas universidades públicas. Assim, esse ato convocado pela CMS (16/08), só tem sentido se levantar bem alto as reivindicações urgentes dos trabalhadores e da juventude, dentre elas: Atendimento das reivindicações dos servidores em greve; Anulação dos leilões das áreas petrolíferas; Encampação pela Petrobrás das refinarias de Manguinhos (RJ) e Ipiranga (RS), garantindo os empregos; Reforma Agrária Já; Retirada das tropas brasileiras do Haiti; Contra a reforma universitária, por mais verbas para prover educação pública e gratuita para todos em todos os níveis; etc.

Nessa grave situação de crise, cuja responsabilidade não é dos trabalhadores e nem da juventude, só preservando nossa organização independente, nossas entidades e a própria UNE como instrumentos de luta (apesar do criminoso apoio da atual direção da UNE à Reforma Universitária do Governo), poderemos abrir uma saída positiva para conquistar nossas reivindicações. Precisamos da Frente Única para exigir de Lula que ele faça aquilo pelo que foi eleito! Por isso, não podemos entrar no jogo das direções que querem acabar com a independência de nossas organizações se colocando em defesa do Governo Lula e nem podemos cair no canto de sereia daqueles que, como a Conlute, convocam o ato de 17/08, quando na verdade querem dividir e destruir as organizações duramente construídas pelos trabalhadores e pela juventude, como a CUT e a UNE, ajudando o trabalho das direções (ArtSind e UJS)! Assim também ajudam a espalhar a ilusão de que a punição dos corruptos resolve tudo!

Estão certos os trabalhadores do campo e da cidade que organizam um Encontro Nacional em defesa da independência das organizações dos trabalhadores para exigir do Governo Lula: estatização das fábricas ocupadas pelos trabalhadores; reforma agrária, começando com o assentamento imediato de 1 milhão de famílias sem-terra; reestatização das ferrovias e todas as empresas e serviços públicos privatizados; soberania nacional. Levantando as bandeiras da juventude: contra essa Reforma Universitária, por vagas públicas para todos, contra a política de cotas, pela imediata redução das mensalidades nas pagas, pelo passe-livre estudantil e etc, a Juventude Revolução se soma a este encontro e chama todos os jovens a fazerem o mesmo em cada escola, cada universidade, cada entidade estudantil. O Encontro Nacional de Trabalhadores do Campo e da Cidade ocorrerá no dia 04 de Setembro na Quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo. Una-se a nós!

terça-feira, 16 de agosto de 2005

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