CAMPANHA PELO DIREITO À LIBERDADE DE GEGÊ
Mais uma vez a crise da moradia nos grandes centros das regiões metropolitanas são tratadas como caso de polícia, como se os conflitos envolvendo movimentos por moradia e a política habitacional, que nega a tantos o direito se morar, não fossem responsabilidade do poder público.
Luiz Gonzaga da Silva - o Gegê é ativista e militante do movimento dos sem-teto e moradia do centro de São Paulo e coordenador nacional da Central de Movimentos Populares - CMP, está com prisão provisória decretada por suposta co-autoria de homicídio ocorrido em 2002 no acampamento na Avenida Presidente Wilson, na Vila Carioca, São Paulo-SP.
O objetivo central dessa acusação e pedido de prisão é criminalizar os movimentos sociais e, em especial, os movimentos por moradia.
Assim sendo, repudiamos a tentativa de manter preso um militante com vida pública ativa, com moradia e trabalho conhecidos pelas autoridades. Um militante que é membro do Conselho Nacional das Cidades, órgão do Ministério das Cidades, e participa de fóruns de moradia, de saúde e direitos humanos.
Diante disso, é inaceitável o pedido de prisão provisória e nós abaixo-assinados reivindicamos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que dêem garantias para que Luiz Gonzaga da Silva - Gegê possa responder ao processo em liberdade e provar que não teve nenhuma participação em homicídio e por não representar nenhuma ameaça à população brasileira. Nos dirigimos ao Governador Geraldo Alckmin para que cesse as reintegrações de posse com uso da violência dos prédios ocupadas pelos movimentos pela moradia.
Por fim, reivindicamos em especial ao Presidente Lula, eleito pelos trabalhadores para atender as suas reivindicações, que se exija o direito à liberdade do companheiro Gegê que sempre esteve ao lado do povo trabalhador. Pelo fim da perseguição política ao Gegê e aos movimentos populares.
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COMITÊ PELA LIBERDADE DE GEGÊ E CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E DE MORADIA- RUA FIAÇÃO DA SAÚDE, 335, SAÚDE, SÃO PAULO-SP.
segunda-feira, 12 de setembro de 2005

