Juventude Revolução
 
Seguir o exemplo dos Pingüins (secundaristas chilenos)

Durante todos os últimos dias, a América Latina viu 1 milhão de estudantes sacudir o Chile, país mais “estável de toda a região”, segundo o FMI e as constantes reportagens da rede Globo. Organizados através da Assembléia Chilena dos Estudantes Secundaristas (ACES), tomaram as ruas, ao lado dos estudantes universitários, ocuparam escolas e universidades e receberam apoio de diversas categorias de trabalhadores.

Suas reivindicações: passe-livre estudantil e uma reforma da educação pública chilena que acabe com as cobranças de altas taxas para ingressar na universidade e com o abismo que existe entre o ensino público e o ensino privado. Eles querem que o dinheiro público sirva ao povo e não ao pagamento da dívida externa que enche os bolsos dos banqueiros. E mostram o que se esconde por trás dessa tal “estabilidade” que o imperialismo aponta como modelo a ser seguido. A “estabilidade chilena” existe às custas do sofrimento do povo e da juventude. A mesma juventude que soube transformar a “estabilidade” em “instabilidade” e parou o país.

A presidente chilena, Bachelet, se recusa a atender as reivindicações e agora criou um Conselho Nacional Assessor de Educação e tenta integrar as entidades que representam os estudantes. Mas o Conselho não foi criado para resolver, apenas para discutir. E os estudantes sabem o que é necessário. Romper com o FMI e o Imperialismo. Usar o dinheiro público para educação e não para pagar dívidas e(x)ternas aos banqueiros e especuladores. E exigem que a presidente assine o cumprimento de todos as suas reivindicações.

No Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, dia 17/05, medida que permite instituições privadas de ensino afastar aluno que atrasar mensalidade em 60 dias.

A UNE se posicionou contra essa medida e conseguiu impedir que o projeto de lei fosse direto ao Senado.

A Juventude Revolução se soma a este combate contra o projeto de Lei e chamamos a atenção de todos: Como aceitar que o governo Lula permita tal ataque? Para quê pede o voto da juventude? Para defender o direito à educação e a um futuro ou para continuar a beneficiar os empresários do ensino privado? Somos pela revogação da Lei de matrículas, pela rematrícula de todos os inadimplentes. Somos pelo Fim do Ensino pago, por vagas pra todos nas Universidades Públicas. Somos pelo passe-livre estudantil e por investimento público em todas as escolas públicas.

Para ir até o fim neste combate é necessário revogar o PROUNI que transfere dinheiro público para os tubarões do ensino pago e barrar a reforma universitária do governo Lula que ameaça destruir a Universidade Pública. Para ir até o fim neste combate é preciso seguir o exemplo dos jovens da França que tomaram as ruas e levaram o governo francês a recuar com o projeto do Primeiro Emprego que retirava direitos dos trabalhadores jovens. É preciso seguir o exemplo dos jovens secundaristas chilenos que tomaram as ruas em defesa da sua educação e de um futuro digno.

Para organizar a luta por nossos direitos, a Juventude Revolução prepara o seu 9º Encontro Nacional para os dias 13 a 16 de Julho na Flaskô (fábrica ocupada pelos trabalhadores) em Sumaré (região de Campinas) - SP.

domingo, 18 de junho de 2006

Fale com a Juventude Revolução: contato@revolucao.org