Tese ao 10º Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET) e 11º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UBES (CONEG) - de 08 e 12/12/2008 em Guarulhos/SP
Por uma UBES de Luta e Socialista!
A crise que vivemos tem escancarado a podridão do sistema capitalista e espalhado ainda mais fome, miséria e desemprego por todo o planeta. Há anos a UBES e a UNE pedem ao governo dinheiro para resolver os problemas da educação, a resposta foi sempre “não têm”. Mas ao mesmo tempo Lula enviava R$ 350 milhões para o exército brasileiro comandar uma guerra que oprime os trabalhadores no Haiti, pagava R$ 170 bilhões de dívida pública,e agora o governo dá aos empresários e banqueiros R$ 150 Bilhões para eles enfrentarem a crise!
Enquanto rios de dinheiro são enviados aos capitalistas, as demissões só aumentam e os preços decolam. E com os nossos pais desempregados, Como estudaremos? Como viveremos dignamente? Lula foi eleito com o nosso voto e dos trabalhadores para fazer um governo para o povo, mas criou o governo de coalizão colocando no governo partidos da direita como PMDB, PDT, PP, PTB... Como melhorar a vida do povo quando o governo possui como aliados figuras como Collor, Sarnei e Henrique Meireles? Isso não pode mais continuar!Achamos que nossas organizações, como a UBES, devem exigir que Lula rompa com os partidos burgueses e faça um governo com o povo,só assim será possível construir o socialismo, um mundo sem exploração e sofrimento.
Um vento revolucionário sopra na América latina, a mobilização da classe trabalhadora na Bolívia, e em especial na Venezuela, têm levado os governos desses países a estatizar fábricas, terras, e bancos, essa é a nossa tarefa no Brasil. É preciso construir outra sociedade, que resolva de vez o sofrimento diário de quem pega busão lotado, trabalha o dia todo e recebe um salário que mal dá para viver. Uma sociedade Socialista, que não exista mais a exploração e todos possam ter acesso a saúde, lazer, cultura, esporte e educação gratuita de qualidade.
Em defesa dos empregos e de um futuro para a juventude trabalhadora!
Como conseqüência da crise as grandes fábricas começam a dar férias oletivas e demitir, frente a essa situação existe uma saída! como demonstra os trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, no interior de São Paulo. Quando o patrão ia fechar a empresa, os trabalhadores ocuparam a fábrica para salvar seus empregos e a colocaram para produzir, há 5 anos está sob controle dos trabalhadores na luta pela estatização, mostrando que a produção pode funcionar sem o patrão.
Os empregos oferecidos para a juventude tem sido estágios não regulamentados, com muita exploração, sem direito trabalhista, e com alta jornada de trabalho. Muitas vezes o estágio acaba tirando o emprego de um adulto para dar a um jovem, pois é mais barato para o patrão. É preciso criar de fato novos empregos. Queremos emprego de verdade, com todos os direitos!
Queremos educação pública e de qualidade para todos!
Todos os anos milhares de jovens deixam de estudar por não terem condições de chegar à escola. Enquanto isso, as altas tarifas do transporte coletivo fazem as empresas de ônibus lucrarem milhões nas costas do povo. Tá na hora da UBES entrar de vez na luta pelo Passe-livre Estudantil é necessário a união de todos nessa luta. Não é possível os jovens terem que continuar pagando para chegar à escola. A meia passagem é uma importante conquista do movimento estudantil, mas queremos mais, não nos contentaremos com os direitos pela metade, queremos por inteiro, Passe-Livre já! A mobilização dos estudantes já conquistou em Cuiabá e em outras cidades, e com a força dos estudantes organizados podemos conquistar em todo Brasil.
Se ficarmos parado eles só nos explorarão cada vez mais. Agora tentam tirar nosso direito à meia-entrada e estão aumentando as mensalidades em até 15%, não podemos aceitar! No ensino público as escolas estão caindo! Falta de giz a papel higiênico, em alguns lugares não se tem merenda, e em
outros nem cadeira para sentar. E, além disso, as diretoras organizam as taxas de matrículas. Ou seja, o governo dá dinheiro aos empresários e deixa a educação de lado, e nós somos obrigados a pgar a conta. Não! Isso não pode continuar, devemos lutar pelo fim das taxas e por mais verbas para a escola pública.
Não precisamos de vestibular, não precisamos de cotas que não aumentam o número de vagas e deixa a maioria de fora, somos pelo acesso a educação totalmente gratuita e de qualidade para todos, em todos os níveis de ensino, da creche a pós-graduação.
Por uma Escola Técnica com qualidade voltada para os interesses sociais!
É nesse contexto de crise, que as escolas técnicas do país podem ser ainda mais deixadas de lado. Vários problemas existem. Não é necessário observar muito para se descobrir que as verbas destinadas são insuficientes. Os laboratórios e as bibliotecas são sucateados, faltam instrumentos tecnológicos, e os professores não recebem a devida atenção do governo. As aulas vagas por falta de professores tem se tornado rotina Muitas escolas já são sustentadas por Associações de Pais e Mestres, isso é um passo para a privatização do ensino, sendo obrigação dos governos financiarem o ensino público. E para piorar, em vários CEFET's os diretores ainda não são eleitos de forma paritária e os grêmios estudantis não possuem liberdade de organização. Temos muita luta pela frente!
É urgente a destinação de mais verbas para o Ensino Técnico e para a educação pública em geral. E ainda, o ensino tecnológico tem que ser voltado para o desenvolvimento da ciência e para a produção de melhores condições de vida para a sociedade, e não voltado aos interesses do mercado.
O papel do ensino tecnológico pode ocupar um papel ainda de mais destaque se tivermos mais atenção do governo com mais investimentos e criação de novas vagas. Pois nas escolas técnicas é onde se forma parte fundamental da classe trabalhadora, futuros operários que estarão nas linhas de produção. E por isso desde já nos posicionamos na luta de classes, em defesa dos oprimidos e por um mundo socialista.
Precisamos nos organizar por um futuro com direitos. O capitalismo só nos reserva desemprego e opressão. Queremos um futuro com cultura, lazer e
diversão, um futuro socialista. Se você se revolta com tantas injustiças e exploração, junte-se a nós e venha lutar pela revolução!
Assinam esta contribuição:
* João Diego Leite – Presidente da UJES – União Joinvillense dos Estudantes Secundaristas
* Maiara Colzani Diretora da UJES (SC)
* Kaíque Lozano – Secretário geral da UMEC – União Municipal dos Estudantes de Caieiras (SP)
* Abdeir Jóia - presidente do Grêmio da ETEC Prof. Basilídes de Godóy (SP)
sábado, 6 de dezembro de 2008
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![UBES_60_anos[1].jpg](http://www.revolucao.org/images/noticias/UBES_60_anos[1].jpg)

