No dia 20 de Maio, militantes da Juventude Revolução foram a Brasília debater a luta pela estatização da Fábrica ocupada Flaskô

A “caravana” partiu de Sumaré e nela estavam presentes além dos militantes da Juventude Revolução, militantes do MDT, MTST, da Vila operária e popular, estudantes do CA de direito da PUCCAMP e os próprios trabalhadores da Flaskô.
A audiência pública começou ás 11h, porém um pouco antes do início da audiência os companheiros presentes organizaram uma marcha que caminhou pela explanada dos ministérios rumo ao congresso nacional. A JR participou da marcha estendendo suas bandeiras e marchando junto até a câmara dos deputados.
Chegando à câmara os companheiros entraram na sala reservada para a audiência, a mesa foi composta pelo deputado Fernando Nascimento PT-PE, pela coordenadora nacional do MNDH Cynthia Pinto da Luz, o representante do conselho de fábrica da Flaskô, Pedro Santinho, o representante do ministério do trabalho professor Paul Singer e pelo deputado Vicentinho PT-SP. Bem como trabalhadores, jovens e todos os solidários com a luta, que encheram a sala da Câmara dos Deputados reservada para a atividade. Da audiência participou ainda, o deputado João Paulo Cunha PT-SP. A discussão teve inicio com a intervenção do Deputado que presidia a sessão (Fernando Nascimento) ressaltando o compromisso do seu mandato com a luta dos trabalhadores. Os três deputados assumiram um compromisso de dialogar com os trabalhadores e buscar uma resposta para os problemas que a Flaskô enfrenta bem como a criminalização dos trabalhadores da Cipla e Interfibra que foram expulsos da fábrica como bandidos quando na verdade só estão lutando para manter seus empregos. Pedro Santinho ressaltou que a luta pela estatização da Flaskô já dura anos e em cinco idas á Brasília não ocorreram avanços, apontou também Estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS) provando que a estatização da Cipla e Interfibra é a única maneira do governo receber as dívidas deixadas pelos antigos donos. Além disso, foram apresentadas quatro propostas á comissão de trabalho.
A coordenadora do MNDH relatou sobre a heróica luta dos trabalhadores de Santa Catarina na Cipla e Interfibra, falando também da capacidade operária de gerir uma fábrica (nas duas fábricas a jornada de trabalho foi reduzida para 30 horas semanais), um fato curioso para não dizer revoltante foi a fala do representante do ministério do trabalho que após apresentar propostas de cooperativas reservou-se a dizer que os trabalhadores não deveriam ser criminalizados.
Após as falas da mesa a plenária interveio, Além de um ex-operário da Cipla (Carlos Castro) que pediu a comissão de trabalho que colocasse fim ao vergonhoso processo de intervenção na Cipla e Interfibra, falaram operários da Flaskô (Chaolin e Fernando) ressaltando que a ocupação deveria servir de exemplo para impedir que outras fábricas fechem, bem como soluções viáveis que o governo pode tomar para avançar a luta das fábricas e por último o depoimento de Carlão(também operário da Flaskô) de 52 anos que não vê mais possibilidade de conseguir outro emprego caso a Flaskô feche, o advogado da fábrica(Alexandre) que se ateve as questões legais para a defesa das fábricas e o Camarada da CUT-PE (Faustão) que informou sobre a deliberação da Central Única dos Trabalhadores contra a intervenção nas fábricas.
Após encerrada a audiência a “caravana” deixou a câmara dos deputados e seguiu para a embaixada da Venezuela onde encontrou-se com um representante do governo venezuelano para manifestar apoio a luta dos trabalhadores daquele país pela estatização de fábricas ocupadas. A JR enviou um representante para se encontrar com o representante do embaixador bem como mais 4 companheiros dos movimentos sociais presentes.
Luccas Saqueto Espinoza
Estudante de Ciências Econômicas no Mackenzie/SP e militante da Juventude Revolução
quinta-feira, 11 de junho de 2009


