Juventude Revolução
 
vagas para todos nas universidades públicas já!

É PRECISO UMA UNIVERSIDADE PARA TODOS DE VERDADE!

Um jovem entrar na universidade hoje é uma tarefa muito árdua. De acordo com pesquisa divulgada em 2009 pelo IBGE cerca de apenas 14,5% dos jovens em idade de cursar o ensino superior estão estudando, o número de desistentes de cursos é 21,7% e vem crescendo cada vez mais. Destes dados podemos concluir que grande parte dos jovens está fora da universidade e que boa parte dos que estão são pressionados a pagar as altas mensalidades, mas não conseguem terminar seus estudos.

A pergunta que se faz é por que só uma parcela tão pequena está estudando e ainda há um índice tão elevado de evasão? Há uma campanha nacional sendo realizada de privatização de todos os serviços, desde empresas de base, como a VALE e a Petrobrás, passando pela Saúde, com a desestruturação dos serviços públicos, chegando até a educação, com a privatização e precarização da educação pública, sentida já no Ensino Médio e levada a cabo nas Faculdades e Universidades Públicas.

Vamos tratar aqui especificamente da Educação. A baixa quantidade de pessoas estudando se dá primeiro pelo fato de não haverem vagas para todos. Segundo que as existentes são disputadas em competições com critério de mérito, os vestibulares, agora redesenhado como Novo ENEM. As vagas existentes além de não serem correspondentes a demanda são privatizadas, ou seja, a educação e o conhecimento são tratados não como direito do cidadão.

A educação tratada de forma privatizada joga para a margem do sistema a grande maioria da população, que é composta pela classe trabalhadora e não dispõe de recursos para arcar o elevado custo do estudo privatizado. Também propicia que os estudantes não consigam manter os pagamentos elevados das mensalidades e acabem por parar os estudos ou tranquem seus cursos.

A UNE e a UBES, entidades históricas dos estudantes, levantaram bandeiras como a Universalização do Ensino, ou seja, a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal. Como entidades nacionais dos estudantes elas tem autoridade política para exigir um plano de educação pública que realize a universalização do ensino em todo o país.
Mas não basta só esperarmos que isto aconteça, temos que nos organizar para fazer valer a vontade de todos nós estudantes, criar CA’s e DA’s que sirvam de verdadeiros sindicatos de estudantes, que combatam pelo conjunto das lutas, no combate contra o aumento da mensalidade, na luta pelo acesso a livros, fazendo a ponte com a luta do conjunto dos estudantes, através dos DCE’s, e então atingindo a UNE e o Brasil.

Construiremos isto através da discussão na sala de aula, dos grupos de discussão, mas não basta apenas discutir, é preciso tornar isso numa força prática, através de panfletagens, de manifestações na sala de aula, no pátio, tomando as ruas com as bases dos estudantes em grandes atos e manifestações por vagas para todos no ensino público, contra a privatização em qualquer que seja o serviço, por uma universidade que atenda as necessidades do conjunto dos estudantes, que tenha como base a qualidade do ensino e não o lucro pra quem explora a classe trabalhadora, que é a classe dos empresários da educação, a mesma dos empresários da saúde, dos empresários das indústrias de base, dos exploradores do povo.

Johannes Halter

militante da Juventude Revolução-Esquerda Marxista

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

vagas para todos nas universidades públicas já!

Fale com a Juventude Revolução: contato@revolucao.org